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16/09/2008

MENTIRA

Essa história de programa infantil no Fantástico é MENTIRA!

Já ofereci sim, o programa infanto-juvenil Xereta para Globo, Band, Record, Cultura e SBT. Ninguém se interessou e não acho isso nada humilhante. Só lamento pelas crianças deste país que têm como opção desenhos violentos.

15/09/2008

Medo

Convidada a escrever um pequeno texto para uma revista de moda, temi não conseguir escolher um assunto que agradasse “a gregos e baianos”.
Pensei muito e só quando decidi não procurar temas, não forçar a barra, o pensamento fluiu e... bingo!

O medo!

O maldito medo seria uma boa opção, já que faz parte da nossa rotina, intensamente. Olhei no espelho e lá estava ele, gelado.
Vivo numa cidade (talvez valesse generalizar e colocar “um país”??) definida como “purgatório da beleza e do caos” que foi escolhida, por esse “sujeitinho”, para fixar residência.
Aqui convivemos diariamente com pistolas, polícia corrupta, homicídios, manchetes sangrentas, verdadeiras tragédias. A situação é tão grave que até uma criança se aproximando do vidro do carro é o suficiente para um certo pavor.

Onde chegamos...

Moro no mesmo lugar há 13 anos e ao longo desse tempo o medo aumentou, a dose habitual cresceu, e ultimamente, parece que ando de mãos dadas com o “mocinho”.
Estou produzindo e estrearei em breve um monólogo, não consigo explicar o tamanho do medo, da insegurança que dá fazer algo tão arriscado. O medo foi de mala e cuia para minha casa.
A convivência não tem sido muito fácil, estou aprendendo a tirar proveito desse frio na espinha: o medo que o medo dá... Aproveito o impulso para ir adiante e buscar o novo.

Resolvi brincar de ciranda e girar...

Medo parece nocivo, mas é essencial, necessário! Aqui no Brasil, acho que perdemos a medida.
A guerra em que vivemos (tráfico, corrupção, etc) não tem fim, a impotência, o ‘anestesiamento’ nada tem a ver com o medo que impulsiona.
A adrenalina correndo nas veias, nos incentiva. A natureza nos oferece o medo bom. O resto é coisa do homem, que inventou a pólvora.
Eu ando entre tapas e beijos com os meus. he! he! he!
Brindando o bom medo, celebro minha estréia na mod’ mag, com um pedaço da letra da música do Lenine, que pelo visto tem usufruído muito bem dos seus também!

“(...)Medo de olhar no fundo
Medo de dobrar a esquina
Medo de ficar no escuro
De passar em branco, de cruzar a linha
Medo de se achar sozinho
De perder a rédea, a pose e o prumo
Medo de pedir arrego, medo de vagar sem rumo

Medo estampado na cara ou escondido no porão
O medo circulando nas veias
Ou em rota de colisão
O medo é do Deus ou do demo
É ordem ou é confusão
O medo é medonho, o medo domina
O medo é a medida da indecisão
(...)”

10/09/2008

Ficar a ver estrelas...

“Agora me diga o que é melhor? Navegar ou ficar a ver estrelas??”

Não é genial essa pergunta?
A peça infantil “A Ver Estrelas” que acabou de estrear no Teatro Leblon (sábado e domingo, às 17hs), questiona isso...
Achei tão poético e realista...
Falar de coisas sérias e importantes dando a impressão que se está brincando de ciranda, um dos muitos talentos de João Falcão (que é autor e diretor da peça; “Captain my Captain”) e  by the way, o que mais admiro...
Não dá nem pra definir se é teatro infantil ou infanto-juvenil, é TUDO!
Toca todos os corações, diverte e mostra o trabalho colorido e sincero de grandes e queridos atores...
Eu sei que vocês sabem que sou meio suspeita em falar das obras do João, da produção da Maria Siman, mas vocês também sabem como sou exigente, principalmente com teatro infantil...
É mesmo imperdível...

P.s: Quando fiz a pergunta em questão pro Dado, ele disse que todo mundo ta navegando, em velocidades diferentes, e que todos precisam ficar a ver estralas de vez em quando, amei! Achei generoso... eu já tava criticando quem fica a ver estrelas, olha que burrice...
E vocês? O que acham?

02/09/2008

Glamurosa!

To indo checar se a Madonna ta mais ou menos gostosa do que há dois anos.
Não tem nada mais inspirador para o meu novo motor 3.2, do que ver a Madonna rebolando. O projeto verão 2009 chama-se: hard candy butt.
Quando chegar eu conto...