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14/03/2008

Música nº4

Acabei de arrumar TODOS os meus cd’s, quer dizer, paguei para alguém fazê-lo. Pedi para recomprar os das caixas vazias e entre esses estava o da Adriana Partimpim.
Ele chegou novinho aqui em casa ontem, hoje o reescutei e para minha sorte e graça, durante a música nº 4 (Fico assim sem você) me lembrei duma história sensacional que ocorreu durante uma apresentação do Petit, em Sampa, num projeto-escola.
Antes da peça começar, para “domar” as crianças, rolavam umas músicas infantis e o cd da Partimpim, claro... fazia parte da seleção musical “pré-Petit”.
Na hora que tocou a música nº4, as crianças fizeram um coro, mas daqueles sabem? “Oba! Hoje não tem aula, vamos pegar ônibus todos juntos e ouvir histórias”... sacaram? Então, o coro foi vibrante e especialíssimo, a letra da música é de transbordar o coração e eu, atrás da cortina de veludo do Frei Caneca, vestida de menino, degustando aquele momento único e inesquecível, quase morri de emoção.
Eram 600 crianças, uns 6 professores, minha equipe duns 25, a do teatro mais uns 4, eu e Deus; ali, falando de amor e saudade, num teatro... prontos para dedicar 1 hora de nossas vidas uns aos outros...
Depois do espetáculo, contei tudo isso pra platéia e me dizendo emocionado,  pedi para o nosso operador – dj – de som, Vitão, colocar a música outra vez para tocar, que eu queria cantar com elas.

E assim foi...

Sei que histórias contadas não são como histórias vividas, mas divido aqui com vocês o meu suspiro de saudade, sentimento muito presente em mim...

Um beijo

07/03/2008

A felicidade, desesperadamente.

Sabe aquele presente pequeno que abriga um vasto mundo de satisfações?!

Pois é... ganhei um...

Meu querido amigo Luís Cláudio me deu um pequeno livro de "filosofia" no Natal, que eu já li e tenho sentido no dia-a-dia a mensagem totalmente absorvida...

Chama-se: A felicidade, desesperadamente, e é do André Comte-Sponville.

Um livro que de um modo coloquial e doce explica que o melhor (e não tão difícil de colocar em prática) é vivermos o hoje e não a angústia do amanhã.

Só pra clarear, eu estava começando um filme, na verdade O FILME, com um personagem incrível, todo bem cuidado, dividindo set com o que há de melhor das pessoas e talentos e não estava vivendo a alegria de ter recebido e usufruir o puta presente que a vida e o Cláudio Torres me deram. Tava eu, patsa que sou, já na angústia de ter que arrumar grana para o meu monólogo politicamente incorreto que será em agosto. Pode?

Olha que estupidez!!

Bem, hoje não é mais assim, quando não acontece naturalmente, faço como um exercício: - Quero vencer o hoje!

- Vive-lo e desfrutá-lo. Amanhã, bem... deixa eu acordar daí a gente vê...

Santo Livrini...